Silves – Monchique (32,10 km)

Ficha Técnica

Ponto de partida: Sé Catedral de Silves.

Coordenadas GPS do ponto de partida:  37°11’23.75″N   8°26’17.46″O

Extensão: 32,10 km

Grau de dificuldade (Sentido recomendado): V – Muito Difícil

Duração (aproximada): 8 h

Altitude Mínima: 15 m

Altitude Máxima: 774 m (Picota)

Subida acumulada: 1718 m

Descida acumulada: 1302 m

Disponibilidade de água: No início e no final

Mercearias locais: No início e no final

Época Aconselhada: Setembro a maio, embora a primavera seja a época mais aconselhada, pela sua beleza florística e pelas condições climatéricas.

Cartografia: Traçado do percurso nas Cartas Militares de Portugal nº 585, 586, 594 e 595 proveniente do Instituto Geográfico do exército, com escala de 1:25000.

Descrição do Itinerário
É na cidade de Silves, banhada pelo Rio Arade e outrora capital do Algarve, que inicia o 10º setor da Via Algarviana. O percurso tem início na bela zona histórica, junto a dois dos mais belos e icónicos monumentos desta cidade, o castelo de origem muçulmana e a antiga Sé Catedral, ambos construídos num arenito vermelho (Grés-de-Silves). Daí segue em direção à Serra de Monchique passando por pomares de citrinos, ou não fosse Silves a Capital da Laranja. Rapidamente o caminhante entra no cenário de serra, onde o relevo é bastante sinuoso e a paisagem é dominada por extensos estevais e povoamentos de eucaliptos e pinheiros com vistas que nos fazem ter a noção de dimensão desta serra lindíssima, e nos dão vontade de inspirar bem fundo este ar com mil aromas e de nos deliciarmos com a brisa fresca dos cumes. Junto das linhas de água, a flora é mais diversificada, surgindo várias espécies aromáticas, como rosmaninhos, tomilhos, entre outras. Neste trajeto, o caminhante irá passar por alguns montes agrícolas, nomeadamente Carapinha e Romano, hoje em ruínas.
Após várias subidas e descidas, a Via Algarviana aproxima-se da Ribeira de Odelouca, principal curso de água desta região. Nas suas margens e junto dos principais afluentes, pequenos povoados, tais como Zebro, Barreiro, Touril e Foz do Barreiro, mantêm viva a agricultura de subsistência, sendo possível encontrar aí campos cerealíferos, pastagens e pequenas vinhas.
A passagem pela Ribeira de Monchique apela a uma pausa e marca o início de uma caminhada até à Picota sempre em ascensão. Caminhando ao lado da margem da ribeira é a vegetação ripícola que ganha destaque, uma paisagem de beleza ímpar, mas que em períodos de grande chuva poderá tornar difícil a sua passagem e obrigá-lo a descalçar as botas. O percurso começa assim a ganhar altitude e, em breve, a paisagem começará nova¬mente a mudar. À chegada à Fonte Santa, surpreenda-se com o antigo pequeno complexo termal, com água a 27ºC, que hoje em dia é propriedade da Câmara Municipal de Monchique.
Daqui o percurso continua sempre em ascensão com a presença regular de eucaliptal, contudo o caminhante poderá usufruir das magníficas panorâmicas sobre a serra a Sul e a Este, bem como do litoral.
Sempre a subir passará por Fornalha, Corte Grande e Portela de Monchique. Começam a surgir afloramentos de sienito nefelínico pelo caminho e, assim chega-se à Picota, o segundo ponto mais elevado do Algarve (774m). Uma merecida paragem é aqui aconselhada. Este é, talvez, um dos locais mais belos do Algarve, com uma vista de 360º sobre o Algarve, em dias sem neblina é possível avistar até o Alentejo. Aqui, sentir-se-á de facto, a um passo de tocar nas nuvens. Rumo a Monchique, a Via Algarviana entra agora num denso e magnífico bosque de sobreiros, grandes e saudáveis, quase saído de um conto de fadas. A beleza deste local é contagiante e quando menos se espera, chega-se à vila de Monchique, onde termina este setor.

Mapa – Setor 10

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