Barranco do Velho – Salir (14,9 Km)

Ficha Técnica

Ponto de partida: Na estrada N2 que segue em direcção à Cortelha, junto ao painel informativo

Coordenadas GPS do ponto de partida: 37º14´27.96´´N 7º56´23.29´´O

Extensão: 14,9 km

Grau de dificuldade (Sentido recomendado): II – Fácil
ATENÇÃO: O grau de dificuldade deste setor aumenta quando efetuado no sentido inverso ao recomendado.

Duração (aproximada): 5 h

Altitude Mínima: 169 m

Altitude Máxima: 510 m (Eira de Agosto)

Subida acumulada: 269 m

Descida acumulada: 526 m

Disponibilidade de água: No início e no final

Mercearias locais: No início e no final

Época Aconselhada: Setembro a maio, embora a primavera seja a época mais aconselhada, pela sua beleza florística e pelas condições climatéricas. Em épocas de muita chuva tenha cuidado ao atravessar a Ribeira do Rio Seco.

Cartografia: Traçado do percurso nas Cartas Militares de Portugal nº 588, 589, 597 e 598 proveniente do Instituto Geográfico do exército, com escala de 1:25000.

Atenção: Neste setor existem colmeias ao lado do caminho, tenha cuidado!

 

Descrição do Itinerário 

Este sector desenvolve-se, inicialmente, numa zona relativamente plana, passando junto do moinho de vento da Eira de Agosto, onde poderá apreciar uma vista panorâmica sobre a serra e avistar até o litoral. Este é um daqueles locais que apelam a que faça uma pausa para apreciar a vista e respirar fundo! Vale a pena uma fotografia neste local, para mais tarde recordar… Depois descerá até ao Carrascalinho, ao longo de um barranco bastante arborizado e atractivo. Continuará a caminhar em plena Serra do Caldeirão, com passagem por densos sobreirais e ricos matagais mediterrânicos, onde abundam os medronheiros, urzes e rosmaninhos.

A ribeira do Rio Seco merece paragem obrigatória para fazer uma pausa, comer um snack e se possível refrescar os pés sentado na sua margem, este é sem dúvida um lugar para relaxar e apreciar. Este ponto marca o início próximo do barrocal, onde se assiste a uma mudança na paisagem, sobretudo pela presença de extensos campos agrícolas de sequeiro.

Em breve os antigos caminhos murados marcam presença, junto de habitações dispersas, num denso pomar de amendoeiras, até chegar a Salir, o principal aglomerado populacional desta região e a maior freguesia do Concelho de Loulé.

Salir situa-se na Beira Serra, transição entre o Barrocal e a Serra Algarvia, e estabelece a ligação entre o Alentejo e o Algarve. É uma freguesia de base agrícola e florestal, ao mesmo tempo que ostenta um inestimável património histórico, natural e paisagístico. A origem desta povoação perde-se no tempo, sustentando-se a hipótese de ter sido habitada pelos Celtas.

Salir é também sinónimo de misticismo, onde as lendas de mouras têm perdurado ao longo dos tempos… Atreva-se a conhecer a Lenda da Moura Encantada, do Cinto da Moura ou do Pente de oiro. Podem ser apenas lendas, mas tal como dizem as palavras do poeta António Aleixo: “P’ra mentira ser segura /E atingir profundidade,/Tem que trazer à mistura/ Qualquer coisa de verdade”. As lendas de Salir são um pedaço desta gente, fazem parte do seu património cultural.

Este é também um dos melhores sectores para os amantes de orquídeas, na primavera, altura em que se encontram em floração, se estiver atento poderá ver algumas espécies, sem grande dificuldade.

Neste sector surge também a Ligação 2 que liga a Via Algarviana até à Estação de caminhos de ferro de Loulé. Aí poderá fazer um desvio para visitar a aldeia de Querença, umas das mais típicas do Algarve, onde para além do casario tradicional, o caminhante encontra alojamento, restauração, um espaço museológico e uma unidade de produção de licores.

Mapa Setor 6

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