Silves – Monchique (28,6 km)

Ficha Técnica

Ponto de partida: Enxerim, seguir a estrada M502, perto da Ribeira do Enxerim, junto às setas indicativas da Via Algarviana, do lado oposto ao Moinho de Vento ali existente.

Coordenadas GPS do ponto de partida:  37°12’12.29″N   8°25’37.93″O

Extensão: 28,6 km

Grau de dificuldade (Sentido recomendado): V – Muito Difícil

Duração (aproximada): 8 h

Altitude Mínima: 14 m

Altitude Máxima: 774 m (Picota)

Subida acumulada: 1389 m

Descida acumulada: 956 m

Disponibilidade de água: No início e no final

Mercearias locais: No início e no final

Época Aconselhada: Setembro a maio, embora a primavera seja a época mais aconselhada, pela sua beleza florística e pelas condições climatéricas.

Cartografia: Traçado do percurso nas Cartas Militares de Portugal nº 585, 586, 594 e 595 proveniente do Instituto Geográfico do exército, com escala de 1:25000.

Descrição do Itinerário
Silves assinala o início do 10º setor da Via Algarviana. Esta cidade, outrora capital do Algarve, é banhada pelo Rio Arade e tem como principal elemento histórico, o castelo mouro, construído em taipa e pedra Grés-de-Silves. O percurso inicia-se junto à ribeira do Enxerim, na estrada nacional, do lado oposto ao Moinho de Vento ali existente. Daí, dirige-se quase sempre para Noroeste, em direção à Serra de Monchique. O relevo é bastante sinuoso e a paisagem é dominada por extensos estevais e povoamentos de eucaliptos e pinheiros. Junto das linhas de água, a flora é mais diversificada, surgindo várias espécies aromáticas, como rosmaninhos, tomilhos, entre outras. Neste trajeto, o caminhante irá passar por alguns montes agrícolas, nomeadamente Carapinha e Romano, hoje em ruínas.
Após várias subidas e descidas, a Via Algarviana aproxima-se da Ribeira de Odelouca, principal curso de água desta região. Nas suas margens e junto dos principais afluentes, pequenos povoados, tais como Zebro, Barreiro, Touril e Foz do Barreiro, mantêm viva a agricultura de subsistência, sendo possível encontrar aí campos cerealíferos, pastagens e pequenas vinhas.
A passagem pela ribeira apela a uma pausa e marca o início de uma caminhada até à Picota sempre em ascensão. Caminhando ao lado da margem da ribeira é a vegetação ripícola que ganha destaque, uma paisagem de beleza ímpar, mas que em períodos de grande chuva poderá tornar-se difícil a sua passagem. O percurso começa assim a ganhar altitude e, em breve, a paisagem começará novamente a mudar. A chegada à Fonte Santa, irá surpreender-se com o antigo pequeno complexo termal, com água a 27ºC, que hoje em dia é propriedade da Câmara Municipal de Monchique.
À parte da presença regular de eucaliptal, o percurso dá ao caminhante vislumbres de magníficas panorâmicas sobre a serra a Sul e a Este, bem como do litoral.
Sempre a subir passará por Fornalha, Corte Grande e Portela de Monchique. Começam a surgir afloramentos de sienito nefelínico pelo caminho e, assim chega-se à Picota, o segundo ponto mais elevado do Algarve (774m). Uma merecida paragem é aqui aconselhada. Este é, talvez, um dos locais mais belos do Algarve, com uma vista de 360º sobre o Algarve, em dias sem neblina é possível avistar até o Alentejo. Rumo a Monchique, a Via Algarviana entra agora num denso e magnífico bosque de sobreiros, grandes e saudáveis. A beleza deste local é contagiante e quando menos se espera, chega-se à vila de Monchique, onde termina este setor.

Map 1 – Sector 10
Map 2 – Sector 10

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