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Alcoutim marca o início da Via Algarviana. Aí, o caminhante encontra uma pacata povoação com fortes ligações ao rio, que em tempos idos foi palco de batalhas históricas e ocupações por povos tão antigos como os Romanos, Visigodos ou Mouros. Hoje, esta Vila ainda conserva vários vestígios desses tempos, nomeadamente o seu castelo, um local de eleição para a visitação turística. Além da bela vista que o visitante pode aí contemplar, este espaço alberga um pequeno núcleo museulógico de arqueologia, com diversos artefactos descobertos em escavações aí realizadas. A praia fluvial do Pêgo fundo, situada a 500m do centro de Alcoutim, é outro atractivo desta vila, sendo a única do género no Algarve e das melhores equipadas em Portugal.
O nosso percurso desenvolve-se inicialmente ao longo do rio Guadiana, por um caminho plano e de baixa altitude, durante o qual se pode apreciar a beleza do vale por onda passa este grande curso de água. A importância ecológica deste rio levou à sua classificação como sítio Zona Especial de Conservação, no âmbito da Rede Natura 2000, devido, à existência de endemismos piscicolas e florísticos nos seus afluentes. A paisagem é dominada especialmente por espaços rurais de sequeiro (amendoerias, figueiras, oliveiras) a maioria abandonados. Várias aldeias típicas da região são parte integrante do percurso, nomeadamente Cortes Pereiras, Afonso Vicente ou Corte Tabaleão. O caminhante tem oportunidade de visitar alguns monumentos arqueológicos, designadamente o conjunto megalítico do Lavajo, formado por vários menires talhados em grauvaque, um dos quais com 3,14m de altura (o maior que se conhece em Portugal). A chegada à Aldeia de Balurcos de Baixo marca o final do primeiro dia.
Duração (aprox.): |
6 horas |
Grau de dificuldade: |
Médio (devido à extensão) |
Relevo: |
Pouco acentuado |
Existência de apoios: |
Sim (nas aldeias) |
Disponibilidade de água: |
Sim (nas aldeias) |
Altitude máxima: |
210m |
Altitude mínima: |
5m |
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