Via Algarviana

Nome: viaalgarviana

Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

10º dia - Grande Travessia da Via Algarviana

Picota já é nossa!!!
10 horas após termos iniciado a caminhada, alcançamos a Picota, nos seus 702m de altitude! Foi, sem dúvida, o ponto alto dia! e que dia! A saída de Silves, o atravessamento da sua serra ingreme, sêca e deprimida e a chegada à Ribª de Odelouca basicamente ocupou toda a manhã e o almoço, altura em que um dos nossos companheiros decidiu acabar por ali o dia, com fortes dores nos pés. Mas não desistiu da jornada!! Amanha continua!

A tarde resume-se a uma palavra: subir! 4 horas de constante subida, desde o nível da ribeira (cerca dos 15m) até aos 702 da Picota!

Nem sempre a paisagem nos brindou com o seu encanto. Muitos eucaliptos, muitos vestígios de fogos, transformaram parte daquilo que terá sido no passado um verdadeiro jardim de montanha, com os seus carvalhais e medronhais.

O cansaço começou a instalar-se nos nossos fatigados pés e algumas paragens foram necessárias até chegarmos ao topo. Mas conseguimos!!! A Picota e a sua vista sobre quase todo o Algarve estava lá e recebeu-nos de "braços abertos"!

Um momento de grande alegria revelado na expressão de todos os companheiros, perante aquele deslumbrante momento. Um brinde no topo da Picota, com o belo do aguardente de medronho caseiro do nosso companheiro Mário, acmpanhado de bolo de figo, imortalizaram a nossa pequena estadia na Picota! Viva a Picota! Viva a Via Algarviana! E viva os valentes caminheiros!

Agora já não há duvidas: vamos chegar ao fim e dia 4 de Maio, pelas 16h00, lá estaremos no Cabo de S. Vicente a concluir a grande aventura de 2008! E iremos todos! Pois o entusiamo mantém-se no seu auge e todos queremos partilhar desta jornada até ao fim.

Queremos agradecer o amável apoio dos Bombeiros Voluntários de Silves pela cedência do espaço de pernoita, à Câmara Municipal de monchique pelo transporte dos nossos equipamentos e pela disponibilização do pavilhão municipal para mais uma reconfortante noite de descanso!

Faltam só 4 dias, cerca de 95km.
Abraços
JSM

depois, 4 horas sempre a subir até

Após um grande esforço,

Terça-feira, 29 de Abril de 2008

fotos do 9º dia















9º dia da Grande Travessia

Completamos hoje o 9º dia desta grande jornada pelo Algarve interior e superamos mais uma grande prova de resistência: 28km, entre Messines e Silves, em 8 horas de caminhada! Foi com uma grande satisfação que concluímos este sector, pois amanhã temos pela frente a mais dificil etapa desta travessia e acreditamos estarmos todos capacitados para supera-la!

A caminhada de hoje levou-nos por zonas muito desertificadas de presença humana. Não passámos praticamente por nenhuma aldeia, à excepção de moradias dispersas em torno da vila de Messines e a cidade de Silves. Uma zona muito agreste, mas nem por isso, menos interessante paisagisticamente. Boa parte do percurso decorre ao longo da Ribª do Arade, passando junto da barragem do Funcho, cujo espelho de água se espalha por uma vasta área dando-lhe um colorido diferente e atractivo. Messines e Silves são, além disso, bons motivos de visita, devido, nomeadamente, ao seu rico patrimonio histórico e cultural.

A boa recuperação do nosso companheiro de andaluzia e o regresso de um dos caminhantes do grupo original, completou as 8 pessoas de hoje, que nada se mostraram afectadas perante a extensão do percurso e a sua dificuldade. Desde o principio ao fim, todos se mostraram confiantes e bem preparados para os muitos km's a percorrer.

Estamos cada vez mais proximos das nossa meta: o Cabo de S. Vicente! O final da grande viagem! Mas ainda nem sabemos como encarar esse feito nem sequer como o festejar! Há ainda bastante por andar e muito para conhecer. O nosso algarve tem, de facto, muito e muito para mostrar. Pena que muito patrimonio esteja esquecido, abandonado, degradado, não identificado e sinalizado, etc. É preciso que as entidades oficiais e outras, como as ONG's ou as ADL's, possam poteciar o seu trabalho e garantir e gestão e valorização desses valores.

Nós por aqui, ca vamos tentando despertar a atenção de todos que nos conhecem ou ficam a conhecer, para o grande valor da região e o potencial das caminhadas como forma de incentivar o desenvolvimento do interior. É a nossa missão! É a nossa tarefa!

Como tem sido habito nas jornadas anteriores, esta nossa passagem por Silves contou com o importante apoio de várias instituições, designadamente dos Bombeiros Muicipais de Silves, que amavelmente nos cederam um espaço para pernoitar e a Junta de Freguesia de Messines que nos transportou as baganes até Silves. A todos eles os nossos agradecimentos!

Amanha vamos para Monchique! Vão ser 30km, a maior parte a subir! A ver vamos como se portam as nossas pernas e os nosso pezinhos!

Faltam 5 dias, cerca de 90km!
cumprimentos

JSM

Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

fotos do 8º dia







8º dia - Grande Travessia

E...mais uma etapa completa!

Chegámos a S. Bartoleu de Messines e percorremos assim, o 8º sector da Via algarviana. A viagem iniciou-se em Alte, uma das aldeias mais belas e bem preservadas do barrocal algarvio, onde passámos a noite, graças ao apoio da junta de freguesia desta povoação, que aí nos proporcionou alojamento. Após o habitual pequeno almoço, iniciámos a jornada. A primeira parte da viagem inseriu-se em trilhos estreitos de grande beleza, onde o contacto com a natureza é particularmente rico. Fauna e flora diversificada, a passagem pela ribeira, boas vistas sobre a paisagem circundante, o encontro com as actividades tradicionais, etc. podem ser vistos neste itinerário.

À entrada na aldeia de Torre, o bom estado de conservação e arranjo arquitectónico das suas casas, chama-nos a atenção. Este pequeno aglomerado é muito belo e mostra bem a preocupação dos seus habitantes pela manutenção da traça original das suas habitações e seu enquadramento na paisagem. É aqui, também, que encontramos a oficina de brinquedos de madeira "Da Torre", bem conhecida pelo seu trabalho de qualidade e originalidade.

Daí em diante, o grupo aproveitou para ganhar tempo e dessa forma garantir mais descanso em Messines. Resumidos a 8 pessoas, os caminhantes contam com uma nova aventureira, que permance connosco alguns dias, e os mesmos de sempre! A boa disposição é uma constante e um percurso de 20km que poderia ser um sacrificio grande, passou rapidamente devido a esse excelente convivio existente entre os participantes.

Até Messines, o percurso fez-se por densos pomares de sequeiro e frutícolas, e algumas pequenas povoação (ex. Portela de Messines). Como notas menos positivas, temos de registar a parte final de acesso a esta vila, em cerca de 1,5km, que se desenvolve na margem de uma estrada nacional, onde o trânsito é elevado. Há que mudar esta última parte deste sector!

Estamos agora alojados na Casa do Povo de S. Bartolomeu de Messines e desde já agradecemos ao amável apoio concedido por esta instituição. Amanha temos uma grande jornada à nossa frente, cerca de 17km e no dia seguinte, aquela que poderá ser a mais dificil etapa desta viagem: o sector Silves - Monchique (30km). Por agora vamos descansar as pernas e aproveitar, como consta no nosso programa de actividades pós-caminhada, para comer bem!

A partir de 1 de Maio temos novos interessados em caminhar connosco os últimos dias desta grande aventura e para a semana, ficámos hoje a saber, um outro amigo nosso irá iniciar uma viagem idêntica à nossa ao longo de 14 dias!

A Via Algarviana está a ganhar adeptos e simpatizantes e pode tornar-se num interessante atractivo do Algarve para todos aqueles que gostam de caminhadas e do contacto com a natureza e as populações locais.

É esse o grande objectivo do nosso trabalho!

Faltam 6 dias, cerca de 140km!

Abraços
JSM

Domingo, 27 de Abril de 2008

fotos do 7º dia


















7º dia - Grande Travessia

A aventura vai agora no seu sétimo dia e estamos no barrocal algarvio! A paisagem mudou profundamente em relação à serra. O coberto vegetal é dominado por campos agrícolas de sequeiro, hortas esparsas e densos matagais, e o relevo é também menos acentuado, mas sem algumas zonas mais ingremes e exigentes!

A nossa etapa de hoje correspondeu ao sector 7 da Via algarviana, ou seja, o de Salir a Alte. Foram 16km fáceis, com duas subidas dignas de registo e com passagem por alguns dos campos floridos mais belos do que até então temos encontrado. O barrocal é, neste sentido, um verdadeiro oásis. Centenas de espécies, algumas raras e delicadas, estão agora na sua fase mais esplendorosa, criando um autêntico mar de cores. Rosmaninhos, estevas, roselhas, marioila, madressilva, papoilas, tomilhos, alecrim, etc., são apenas algumas das muitas plantas que enriquecem os nossos campos.

Mas, deixando de parte estas deambulações botânicas, o nosso percurso começou, mais uma vez, com mais um belo pequeno almoço. No snack bar / restaurante "papagaio dourado", em Salir, pudemos saborear umas ainda quentes fatias douradas em pão e o já habitual café ou galão. Após termos "devorado" uma notável dose dessas fatias - à minha conta foram apenas 5 - preparamo-nos para o início da jornada que hoje foi muito concorrida. Vários participantes, alguns novos neste programa e outros repetidos, juntaram-se a nós perfazendo um total de 18 pessoas a caminhar.

O itinerário entre Salir e Alte é muito atractivo e interessante. Logo de início, há oportunidade de passar por vários campos agrícolas ainda activos, onde o regadio tradicional ainda se mantém graças à rica abundância de água nesta zona e, claro, à preserverança dos velhos agricultores. O seu desaparecimento ditará, certamente, a perda desta actividade e por arrasto, da paisagem agrícola, da qual a região precisa. Somente numa pequena extensão de percurso (200m), é possivel encontrar 6 antigos poços com noras, vários tanques e sistemas de inrigação. Um patrimonio hidraulico notável!

A passagem por pequenas aldeias, como Almarginho e Pena, decorreu sempre num ambiente de simpatia e agradáveis conversas com os locais e entre os nosso companheiros. A viagem fez-se ainda por Benafim Grande e Benafim Pequeno, até Alte. O final, nesta aldeia, aguardou uma bela supresa - a semana cultural de Alte!

Durante vários dias, Alte está em plena festa, com musica, tasquinhas, animação de rua, e a nossa chegada coincidiu com o melhor dia - na minha opinião - do programa, um concerto dos Marenostrum, com abertua pelas Moçoilas da Serra do Caldeirão! Boa música, muita alegria e animação!

A nossa recepção pelo presidente da junta de freguesia foi notável. Garantiu-nos alojamento e banhos - de água fria! - e total liberdade de utilização do espaço. O claro interesse partilhado em torno das caminhadas e Via Algarviana levará em breve a outras inicitivas nesta zona para as quais já podemos contar com opoio da junta. Ao Eugénio, o nosso agradecimento!

Como devem calcular, o final da jornada ainda bastante cedo - por volta das 16h30 - deu-nos possibilidade de visitar a festa e participar na mesma! E foi assim que, pelo final da tarde, já estávamos a comer alguns petiscos da região, como seja os belos dos caracóis, a chouriça assada, salada de atum e até papas de milho!

Mas, como se este pequeno festim não fosse suficiente para saciar-nos, eis que às 21h00 estavámos no "Rosmaninho" nas Sarnadas, um dos melhores restaurantes do Algarve da comida tradicional, a comer arroz de pato, bacalhau com natas, galinha caseira, queijos frescos, mel, presunto, etc, etc.

Pergunto-me, por vezes, se esta viagem não se está a tornar num grande um roteiro dedicado à gastronomia, ao invés das caminhadas em si! A verdade, é que ambas actividades estão muito associadas! Ainda bem! Assim gozamos de dois belos prazeres: caminhar na natureza e provar dos melhores sabores que a região tem para oferecer!

A viagem vai a meio e hoje, segunda-feira, dia 28, vamos para Messines!

Entretanto, já sã0 07h45, e há que ir comer! Vamos ao pequeno almoço!

Faltam 7 dias, cerca de 175km

abraços
JSM

Sábado, 26 de Abril de 2008

Fotos do 6º dia







6º dia - Grande Travessia

Enquanto escrevinho estas palavras, já passaram umas horas desde que chegámos a Salir. A jornada de hoje, Barranco do Velho a Salir, com cerca de 16km percorreu-se depressa e estamos neste momento a gozar de um merecido e desejado descanso. A equipa instalou-se no pavilhão desportivo da Escola 1,2 3 de Salir, à qual desde já expressamos o nosso agradecimento. Este apoio contou ainda com a ajuda preciosa da Presidente da Junta de Freguesia de Salir que amavelmente nos recebeu e disponibilizou toda ajuda possível. A junta recebe ainda o nosso agradecimento pelo apoio ao nível do transporte das mochilas e colchões.

Como já vem sendo habito no nosso quotidiano de caminhante, o dia começou com um belo pequeno almoço no snak bar "Ponto de Paragem"em Barranco do Velho que nos serviram umas apetitosas sandes de pão caseiro, fresquinho, com presunto e queijo e o sempre presente café ou galão! É assim que começa o nosso empolgante dia: a comer!! E bem! caso contrário, as pernas não nos levarão longe como desejamos!

Barranco do Velho, para quem não conhece, tem vários atractivos interessantes: belas vistas sobre a paisagem serrana, patrimonio construído antigo (igreja, habitações rurais, fontes, nascentes) e, além dos locais de snack bar e restaurante já antes referidos, esta aldeia tem ainda uma destilaria de medronho, propriedade da sra. Marília, que sempre bem disposta nos mostra e dá a provar este produto bem conhecido no algarve e não só! Pois aí também passámos e alguns corajosos poderam provar desse "elixer da juventude", o potente aguardente de medronho!

O percurso ate Salir fez-se por cumeadas e por caminhos inscritos em vales e umbrias, ricos em sombras e frescura. A longa descida até Carrasqueiro, muito bonita, atravessa densos sobreirais que quase tapam o céu com as suas copas e, paralelamente, revela a dificuldade que será percorre-la em sentido contrário, ou seja, a subi-la! "Boa perna" e "bom pulmão" é aqui posta á prova a quem se aventure a faze-la!

Com um bom ritmo de marcha, a equipa rapidamente chegou à ponte sobre a ribeira de Algibre e daí ao barrocal, onde a paisagem mudou radicalmemente. Hortas, pomares de sequeiro, muros de pedra calcarea ou valados, noras, mais casas, etc. dominam agora o nosso percurso que, com voltas e revoltas nalguns locais, lá chega a Salir. Aqui, constatámos a necessidade premente de fazer limpezas numa pequena parte do percurso, especialmente na parte que se encontra entre muros, que sendo muito bela e interessante deve ser melhorada. Mais uma vez, a presidente da Junta de freguesia de Salir se dispôs a resolver o assunto. Obrigado!

Devem perguntar-se a vós próprios "então, mas estes tipos são ultra-resistentes?" e a resposta é. "não, não somos!!". E a prova está nas várias bolhas que surgiram nos nossos fatigados pés, nas dores musculares e algumas feridas. Como é costume dizer-se em bom português, estamos algo "arrebentados", mas fisicamente apenas!

O moral continua em alta e a boa camaradagem fortalece o espirito de equipa em alcançar o grande objectivo: percorrer os 300km da Via Algarviana! É para isso que cá estamos!

Faltam 8 dias, cerca de 190km.
Abraços JSM

nota: O sucesso desta inicitva conta com o apoio de várias instituições e pessoas. Além das muitas ja referidas, aqui deixamos o nosso especial agradecimento ao Joao Madeira pela logística "invisivel", que está na base da organização do evento (marcação de alojamentos, transporte de pessoas, etc.). obrigado amigo!

fotos do 5º dia











5º dia - Travessia da Via Algarviana (cont.)

O 5º dia desta aventura ficará, para nós, associado a um enorme esforço físico, pois 34km não é pêra doce!! Mas, à parte desta teimosia nossa de fazer num só dia o que deveriamos ter feito em dois - pois é assim que sugerimos que esta etapa seja feita - o dia não foi nada mau, pelo contrário. As paisagens da serra do Caldeirão, com as suas florestas de sobreiral, matagais de estevas, rosmaninhos, urzes, giestas em flor, foram o suficientemente estimulantes para levarmos a cabo este feito. As passagens regulares por ribeiras e o contacto com a frescura das suas águas, trouxeram momentos de calmia, divertimento e merecido descanso!

Entre Cachopo e Barranco do Velho pudemos conhecer de perto Currais, a bela Alcaria Alta e Parizes - onde um merecido restabelecer de forças no café local foi muito bem servido e plenamente agraciado pelos companheiros.

Antes de terminar, uma referência aos valentes participantes que realizaram esta proeza e que muito contribuiram, cada um à sua maneira, para o sucesso da mesma .Além dos "veteranos" já conhecidos, participaram ainda josé almeida, tiago nobre, viorica turcano, elsa simão, anabela sousa, maria marreiros, cristina chaveca!

A viagem terminou em Barranco do Velho e aí se iniciou o 6º dia, que a seguir será revelado nestas crónicas dos viajantes da Via Algarviana.
abraços
JSM

Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

5º dia - Travessia da Via Algarviana

Ufa, Ufa!!

Não foram 20, nem 25 e nem sequer 30km o que percorremos hoje! Foram mais de 34 km e posso dizer-vos que neste momento os meus pés, e os de muitos colegas, estão bastante massacrados! Enquanto escrevo esta mensagem, um musculo algures nas minha perna ou pé, está a picar. Apesae de tudo isso,o esforço valeu apena!



A nossa imensa caminhada - com 12 horas de duração - iniciou-se em Casas Baixas por volta das 07h30 e, numa primeira etapa, decorreu até Cachopo, onde fomos tomar um belo pequeno almoço proporcionado pela dona Otília. Café, leite, chá de poejo e de ervas aromáticas locais, folar e ainda umas belas fatias douradas, arregalaram os caminhantes que ficaram desta maneira preparados para a grande etapa seguinte.


À equipa descrita anteriormente juntaram-se novos companheiros corajosos que hoje e no fim de semana vão participar nesta grande viagem pelo interior do Algarve. Hoje, esse grupo chegou às 15 pessoas, o que animou bastante a viagem. Bom convivio, boa disposição, foram alguns dos ingredientes trazidos por esses companheiros, mesmo após a longa jornada.

Em relação à caminhada em si, o dia reservou-nos uma jornada dificil, extenuante e muito desgastante fisicamente. O muito calor sentido, as longas horas seguidas a andar, daram cabo de nós! Mas não desistimos! No final, um merecido jantar em Barranco do Velho, no conhecido Tia Bia, fortaleceu-nos e amanha la iremos continuar a nossa saga, desta vez ate salir.

A inspiração não é muita hoje, não estaria eu todo estoirado! mas amanha, continuarei a relatat esta aventura que teve hoje um momento grande, dada a extensão do percurso!


Parabéns aos muitos aventureiros que se juntaram a nós e que não desistiram e, especialmente, aqueles que ainda vão voltar depois desta dose!!

O nosso obrigado ao Centro de Dia de Barranco do Velho e ao apoio da Junta de Freguesia de Salir.

amanha ha mais! agora vo tentar reanimar os pés para a proxima jornada!

abraços
jsm

Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

fotos do 4º dia







4º dia - Travessia da Via Algarviana

A aventura continua!
Hoje, a caminhada foi pequena, cerca de 15km, mas nem por isso menos rica em experiências. A partida da Cova dos Mouros decorrreu num ambiente matinal muito belo, cheio de cantos de aves, paisagens coloridas e ribeiras correntes. A chegada a Vaqueiros, providencial, colminou com um bom pequeno almoço no snack bar no centro da aldeia, onde sandes de pão caseiro e presunto deliciaram os viajantes famintos. Daí, passando pela igreja local, o caminho embrenhou-se na serra , e pouco a pouco, começou a revelar-se exigente, "aquecendo" bem as pernas aos caminhantes.

A serra do Caldeirão começa a revelar-se e com ela o sobreiral. As subidas e descidas mais periódicas, exigem mais de nós, mas também nos dãp bons momentos de admiração, perantes as paisagens únicas desta região.

Chegámos assim à aldeia de Amoreira. E aqui, o dia ganhou um novo entusiasmo! A pequena população local recebeu-nos com alegria, simpatia e houve um pouco de tudo, até momentos de dança!! Sim, entenderam bem! dança! Alguns dos nossos companheiros, enredados no ambiente festivo, dançaram com uma das senhoras da aldeia, por sinal boa dançarina e também entusiasta da musica em cassete!! Uma autêntica DJ!

Após bons momentos de conversa e descanso, sem esquecer do agradável café oferecido pelo Nuno, partimos para Casas Baixas, onde nos acomodámos por hoje. Foi aí que a dona Otília nos recebeu e onde iriamos jantar um belo javali estufado. Queijo fresco, vinho, pão caseiro e laranjas acompanharam o resto da ementa, tudo preparado por esta dinâmica senhora. Fômos ainda a Cachopo visitar os Museus aí existentes e conhecer de perto as actividades tradicionais desta região, como a tecelagem com tear de madeira e todo o ciclo do linho.

Enfim, esta viagem está a tornar-se uma verdadeira universidade experimental, não esqecendo a rica componente gastronómica! Pois, claro, após km de caminhada um belo jantar é sempre bem vindo!!

Começam também a surgir os primeiros inidicios de fatiga física: pés doridos e algumas bolhas. Mas nada de muito sério. A equipa de corajosos caminhantes continua em marcha e amanha juntarse-ão a eles vários outros companheiros que durante o fim de semana partilharão das aventuras.

A Via Algarviana é assim: um espaço de grande convivio, de camaradagem e, claro, de grandes caminhadas onde a serra algarvia mostra o seu verdadeiro valor natural.

Faltam 10 dias e cerca de 238km!
JSM

Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Fotos do 3º dia











3º dia - Travessia da Via Algarviana

Percorremos hoje, a terceira etapa da Via Algarviana. Foram cerca de 20km, numa paisagem serrana de relevo pouco acentuado e com vários agradáveis momentos de contacto com as aldeias locais e de bom convívio com os seus habitantes.

A manhã, ainda em Furnazinhas, começou com um soberbo pequeno almoço na Casa do Lavrador, que, apenas por recordá-lo, ainda cria água na boca: pão caseiro, queijo fresco, mel, águamel, doce de limão, presunto, costas, café e leite! Divinal. Com o estômago bem aconchegado, iniciamos a caminhada e fomos passando por aldeias perdidas na imensidão da serra, nomeadamente Monte Novo - onde "ainda"vivem 3 pessoas permanentemente - Monte das Preguiças e Malfrades. Só em Vaqueiros é possível encontrar um café - casa de pasto, onde se pode tomar uma refeição.

Daqui até Ferrarias são 2.5km e à chegada um pequeno povoado aguarda os visitantes que aí pretendem descansar ou conhecer o inicio do Parque Mineiro Cova dos Mouros. Uma antiga e espaçosa habitação, garante o conforto e comodidade aos grupos, que podem ainda percorrer alguns percursos pedestres, fazer passeios de burro e conhecer a interessante mina onde no passado se explorava cobre.

O grupo de aventureiros, unido e motivado, continua com o seu entusiasmo inicial, agora enriquecido com a chegada de um novo companheiro, o Higino David, de Èvora, que se junta a esta grande viagem.

Amanhã iremos para Cachopo. Até lá, mais uns belos km de caminhos de terra batida aguardam por nós. Nós, claro, não iremos abrandar o nosso ritmo, pois a nossa missão ainda está longe de acabar! O final da Via Algarviana ainda está longe!

Faltam 11 dias e 237km!

JSM

ps- os nossos especiais agradecimentos à Casa do Lavrador pelo amável acolhimento e simpatia. também queremos agradecer, mais uma vez, ao apoio da junta de Freguesia de Odeleite e por último, os nossos agradecimentos ao Parque Mineiro da Cova dos Mouros pelas belas instalações.

Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Fotos do 2º dia







2º dia - Travessia da Via Algarviana

Neste segundo dia percorremos 17km, entre Balurcos e Furnazinhas. A jornada iniciou-se com um revigorante pequeno almoço no snack-bar "Nikko", em Balurcos, onde pudemos apreciar uma belo pão caseiro com queijo. A camnhada decorreu, posteriormente, por campos agrícolas tradicionais, pastagens e montes floridos. A chegada à Ribeira da Foupana marcou, sem dúvida, o dia. O grande caudal e a forte corrente obrigou a um minusioso estudo sobre como passar o curso de água, tendo o grupo tomado duas soluções distintas, com uma variante numa dessas soluções:

No grupo que atravessou o curso, houve quem procurasse a aventura e o equilibrismo nas pedras submersas - e nada escorregadias! - ganhando um valente susto e um quase mergulho nas águas frias da Foupana. Outros, mais estudiosos e conservacionistas, atravessaram num local mais baixo e sobre calhaus!

O terceiro grupo, menos ousado, optou pela passagem mais óbvia: a ponte!! Não uma ponte qualquer, mas sim a ponte da estrada nacional! Foi uma travessia longa, complicada e muito diversificada (pular vedações, subir desníveis elevados, furar mato, etc.).

Mas conseguimos! Afinal, ainda temos muito que percorrer e não é uma ribeira que nos vai parar!

Passamos por várias aldeias (Palmeira e Corte Velha) e em todas fomos muito bem acolhidos. as pessoas começam a perceber o interesse desta actividade e o potencial deste tipo de percursos para atrair visitantes. mais uma vez. o nosso amigo Huwe, do Algarve 123 foi chamado à conversa, pois a sua passagem foi recordada pelos aldeões.

O melhor, contudo, estava reservado para o final: Furnazinhas! Uma aldeia muito bonita, bem cuidada, com vida e onde a simpatia das pessoas não tem limites. A Casa do Lavrador, um turismo rural aqui existente, proporcionou-nos um dos melhores jantares que iremos ter oportunidade de apreciar em toda a viagem. Requeijão com mel, sopa de legumes, galinha cerejada, papas com mel, fruta, bom vinho, etc. Não ha palavras para descrever a satisfação de todos. houve quem ainda perguntasse: "não podemos ficar cá mais um dia??"

Não nos importaríamos nada de aqui passar mais uns dias, mas a nossa missão obriga-nos a continuar e a apreciar o resto do belo Algarve que temos. A Via algarviana ainda tem muito que mostrar e estamos aqui para a percorrer!

Faltam 12 dias e 258km!!

JSM
ps - o nosso agradecimento ao Sr. josé Gonçalves, presidente da Junta de Freguesia de Odeleite, pelo amável transporte dos equipamentos e à ANJE pelo portátil, sem o qual não estaríamos aqui a revelar esta aventura!

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Fotos do 1º dia!











1º dia da Grande Travessia: Alcoutim - Balurcos

Pelas 10h30 da manhã, iniciámos a primeira etapa desta longa viagem pelo interior do Algarve - a Travessia da Via Algarviana! No ponto de encontro em Alcoutim, juntaram-se os seis corajosos que pretendem percorrer os 300 km até ao Cabo de S. Vicente: João Ministro (Loulé), Mário Duarte (Monchique), Fernando Santos (Albufeira), Margarida (Tavira), Alberto lopez (Málaga) e Yûrgen (Hamburgo). Logo á saída de Alcoutim, o grupo teve oportunidade de encontrar o senhor presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, o dr. Francisco Amaral, na companhia de vários autarcas de Alcoutim e do Dr. Couceiro, da direcção Regional da Cultura, todos eles bastante amáveis e interessados pela actividade. Quem sabe se, numa proxima ocasião, não se juntarão ao grupo para uma caminhada!

o passeio decorreu por belos campos floridos, onde abundam estevas (cistus sp.), rosmaninhos (Lavandula viridis e Lavandula luisieri) e muitas outras espécies, dando à paisagem um colorido único. A passagem pelas aldeias de Corte Pereiros, Afonso Vicente e Corte Tabaleão ficou marcada pelo conhecimento dos locais acerca da nossa vinda, algo difundido pelo amigo Huwe do jornal Algarve 123 que na semana passada por aqui passou e divulgou a nossa viagem.

A extrema simpatia das pessoas e a sua vontade de ajudar foi, claramente, um ponto forte desta caminhada que não iremos esquecer. Muito se falou e as queixas ao papel da ASAE também não faltaram, sobretudo pelos proprietáros dos cafés locais que estão aterrorizados e sem vontade de melhorar o seu negócio. Á pergunta "se servem refeições, mesmo ligeiras?" a resposta foi constante "não podemos, pois a ASAE anda aí e ainda nos fecha o negócio"!. Esta situação entristece-nos pois, a oportunidade de ajudar-mos as economias locaisj, á de si muito fracas, é impossibilitada. Além disso, a possiblilidade da Via Algarviana incentivar a criação de economias locais fica enfraquecida por questões absurdas e sem sentido no território em questão. É preciso mudar as regras e a actuação nesta região ou corremos o risco de perdermos o que de melhor temos na nossa cultura serrana e tradicional.

O passeio, muito agradável, teve ainda belos momentos de observação da natureza selvagem, nomeadamente uma cegonha-preta (Ciconia nigra), papa-figos (oriolus oriolus) ou os belos cantores rouxinois (Luscinia megarhynchos). Uma cobra de capuz (Macroprotodon cuculatus), lebres (lepus capensis) e muitas perdizes (Alectoris rufa) completaram este cenário.

A chegada a Balurcos foi por volta das 19h00. Aí esperava-nos a Sra. Maria Ribeiros que nos proporcionou o uso da antiga escola primária da aldeia e ainda um muito desejado duche de água quente. Á sra Maria Ribeiros os nossos especiais agradecimentos!

Depois do jantar e da caminhada de regresso à escola, preparamo-nos para o 2º dia, desta vez de Balurcos a Furnazinhas! O grupo está animado e cheio de entusiasmo! Já so faltam 276km!!

Domingo, 20 de Abril de 2008

A Grande Aventura vai começar!!

Começa amanhã (segunda, dia 21), a grande travessia da Via Algarviana. Vão ser 14 dias de pura caminhada, para percorrer 300km, entre Alcoutim e o Cabo de S. Vicente. Ao grupo de 6 aventureiros - e várias nacionalidades - que inicia a viagem amanha pelas 9h30, irão juntar-se outros caminhantes, em outros dias, que pretendem conhecer este Algarve florido, verde e tranquilo, onde a natureza ainda é soberana.

Ao longo destes 14 dias iremos, diariamente, descrever o percurso realizado em jeito de "Diário da Viagem" e dar a conhecer as aventuras deste grupo pelo algarve desconhecido! Graças ao amável apoio da ANJE (Associção de Jovens Empresários), temos connosco um portátil a partir do qual escreveremos as crónicas desta viagem e as divulgaremos neste blog. O nosso obrigado à ANJE! E o nosso obrigado, antecipado, às várias juntas de freguesia, câmaras e colectividades que nos apoiam com transportes, alojamentos e outras logisticas!

Vai ser uma grande viagem e caso esteja interessado(a), pode ainda juntar-se ao grupo, em diferentes dias, de acordo com o programa no site principal. Inscreva-se e participe!

até já!
JSM