Nome: viaalgarviana

Domingo, 4 de Maio de 2008

fotos do ùltimo dia!







2 Comentários:

Anonymous 1º Imediato disse...

Sim Sr. Ministro,

Os meus parabéns pela longa marcha através do Algarve profundo.
Ficam algumas notas do passeio:
A pontualidade nas saídas foi impressionante e adequada às caminhadas. Desde Vaqueiros foi cumprido na íntegra o horário das 10:30
As sabedoras intenções do chefe de que no dia seguinte seria a partida de madrugada eram sistematicamente posta em causa pelos peões que se insurgiam contra o velho ditado de “Levantar cedo …”
Os locais das dormidas foram diversificados o que permitiu o enriquecimento arquitectónico dos participantes: escolas primárias, hostel, pavilhões desportivos, casa do povo, centro de dia, bombeiros, sacristia, etc.
Relevo a beleza de sirene em Silves, os mosquitos em Casas Baixas e os mosquitos sem asas a partir de Barranco do Velho.
As paisagens soberbas eram animadas com explicações sobre a geologia, flora e fauna da região, estando assegurado o espantar da caça.
O loiro controlava o percurso com o GPS, comprado na candonga do porto de Hamburgo, que apresentava sempre um erro superior a 15%, o doutor conhecedor do terreno mandava bocas as quais eram complementadas por 2 leitores de cartas (cartomantes) e para fácil localização pelos helis existia um porta-estandarte.
Houve 4 factos estranhos durante a viagem que não posso deixar de realçar:
- As rugas de Carragida só apareciam de manhã cedo (ou em dia seguinte a dia de trabalho) e como por mistério desapareciam a meio da manhã.
- O diálogo em Salir: “Tem caracóis? Não só tenho cavalos!”
- A razão para o nome do rafeiro perto de Salir “Pouca sorte”
- A frase: “A partir de agora é sempre a descer”.
Os meus agradecimentos aos seguintes patrocinadores: “O Rosmaninho” , “ A Tasca do Pitrólio” e para o medronho “Dr. Mário”

Ass.: O Primeiro Imediato

PS Fico a aguardar os sítios onde descarregaram as fotos. Abraços.

5 de Maio de 2008 8:22  
Blogger MaD disse...

Após uma hibernação de mais de uma semana a recuperar do desgaste provocado por 301 km de caminhada (distância oficial, claro, porque a real superou grandemente essa marca… - quem poderá esquecer os km’s suplementares que, diariamente, fazíamos ‘por lapso voluntário’ para animar as etapas, em especial aquelas que já tinham uns módicos 30 km?!...), aqui estou a dar notícias.
Não é obra fácil dizer algo de jeito sobre a caminhada, depois da descrição ao pormenor e com o espectacular ‘espírito crítico’ do 1º imediato, mas a primeira coisa que me vem à cabeça é lamentar que ele, 1º imediato, não tenha podido fazer parte do grupo durante todo o caminho, desde Alcoutim ao Cabo de S. Vicente.
Se nos primeiros dias não notámos a sua falta – obviamente, ainda não o conhecíamos… - nos últimos, após o seu regresso a penates, - quem sabe se para se recompor daquele enxame de ‘mosquitos’ no ‘Petrol’… - ficou uma sensação de perda que nos acompanhou até ao Cabo de S. Vicente, que sentimos, em especial na noitada de Vila do Bispo – suponho que o meu relógio digital tinha sido afectado nessa noite por um qualquer vírus, pois marcava 02:00 à saída do restaurante… - e no lanche final no “Vigia”, no Beliche.
Claro que isso foi superado pela animação extra trazida por algumas figuras que, esporadicamente, iam aparecendo e desaparecendo, bem como pelo esforço dos elementos do ‘núcleo duro’ do grupo que, sabiamente, foram refinando as suas características já bem evidenciadas.
É que, para estes lados do barlavento:
. A caça rareia e pouco trabalho dá a espantar, o que desmotiva qualquer um que tenha essa missão e goste de a levar a peito;
. Os ‘aviões’, talvez pelo cansaço dos motores, passaram a ter aterragens e descolagens nocturnas menos ruidosas permitindo um ambiente mais “in” na caserna;
. Os trilhos e os pontos de referência são mais evidentes pelo que as reuniões do ‘Conselho de Orientação’ passam a ser menos frequentes, ficando o Chefe um pouco mais sobrecarregado nessa área;
. As alunas já aprenderam todas a falar espanhol fluente – ainda que por gestos… -, reduzindo-se, assim, o tempo de aulas de substituição e horas não lectivas;
. A componente feminina do grupo acentua-se fortemente, em número, levando as tais rugas matinais ‘Cara Girenses’ a passar quase totalmente despercebidas;
. O tal GPS da candonga hamburguense, esse, perde grande parte do seu protagonismo. Surge outro, um peso-pesado, antena exterior permanentemente dirigida ao firmamento, quiçá adquirido nos primórdios das compras pela Internet, mas sempre pronto a confirmar o tal desvio dos 15 - 20%, referidos e cientificamente comprovados pelo 1º imediato;
. Finalmente, mas não menos importante, o material cirúrgico dum tal doutor da mula russa esgota-se e há que improvisar… Desinfectante?!... O melhor é, em maiores situações de risco de infecção, usar um mosquito ou dois como reforço - via oral, de preferência pelo próprio ‘doutor’, claro – e confiar nos deuses…
Conclusão: caminhadas destas, com os mesmos intervenientes e outras eventuais aquisições do mesmo nível técnico para a próxima temporada, venham muitas…

Os meus agradecimentos vão para:
- Um medronheiro existente no sítio do Poio do Medronhal cuja carga de medronhos deu origem a duas garrafinhas de 0,33 L de aguardente de 1ª, com um teor de álcool superior a 50% - uma para a caminhada da Via Algarviana, outra ainda de reserva para o que der e vier;
- Os Bombeiros de Silves que nos disponibilizaram o espaço adequado para a primeira degustação do dito-cujo, numa sessão ‘p’rà sossega’, como pré-preparação para a principal etapa Silves-Monchique;
- A Tasca do Petrol que, para além do excelente jantar-ceia – “Venha comida à farta para estes gajos, porra!... Encham aí a barriga à vontade, que aqui ninguém passa fome!...” – nos presenteou com o tal enxame de ‘mosquitos’ da região;
- O javali de Cachopo que se deixou vitimar para nos proporcionar aquele jantar em Casas Baixas;
Etc, etc, etc…
Por último e, finalmente falando a sério, um grande obrigado a todos os que, com a sua colaboração, possibilitaram a concretização deste sonho que foi a 1ª Grande Travessia da Via Algarviana, incluindo os participantes, permanentes e esporádicos, que se alentaram uns aos outros num extraordinário espírito de equipa!
Permitam-me que refira a Almargem – entidade com os méritos que já todos conhecemos -, o João Ministro – o sonhador e grande mentor da Via Algarviana - e o João Madeira – o inexcedível homem da retaguarda sem o qual, para além de tudo o mais, teríamos dormido algumas vezes na ‘Pensão Estrela’…
Quem quiser ver mais algumas fotografias desta viagem siga esta pista > Via Algarviana.

Até sempre!
Saudações Algarvianas!

MaD, O Parente da Refóias

13 de Maio de 2008 3:43  

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