Nome: viaalgarviana

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

1º dia da Grande Travessia: Alcoutim - Balurcos

Pelas 10h30 da manhã, iniciámos a primeira etapa desta longa viagem pelo interior do Algarve - a Travessia da Via Algarviana! No ponto de encontro em Alcoutim, juntaram-se os seis corajosos que pretendem percorrer os 300 km até ao Cabo de S. Vicente: João Ministro (Loulé), Mário Duarte (Monchique), Fernando Santos (Albufeira), Margarida (Tavira), Alberto lopez (Málaga) e Yûrgen (Hamburgo). Logo á saída de Alcoutim, o grupo teve oportunidade de encontrar o senhor presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, o dr. Francisco Amaral, na companhia de vários autarcas de Alcoutim e do Dr. Couceiro, da direcção Regional da Cultura, todos eles bastante amáveis e interessados pela actividade. Quem sabe se, numa proxima ocasião, não se juntarão ao grupo para uma caminhada!

o passeio decorreu por belos campos floridos, onde abundam estevas (cistus sp.), rosmaninhos (Lavandula viridis e Lavandula luisieri) e muitas outras espécies, dando à paisagem um colorido único. A passagem pelas aldeias de Corte Pereiros, Afonso Vicente e Corte Tabaleão ficou marcada pelo conhecimento dos locais acerca da nossa vinda, algo difundido pelo amigo Huwe do jornal Algarve 123 que na semana passada por aqui passou e divulgou a nossa viagem.

A extrema simpatia das pessoas e a sua vontade de ajudar foi, claramente, um ponto forte desta caminhada que não iremos esquecer. Muito se falou e as queixas ao papel da ASAE também não faltaram, sobretudo pelos proprietáros dos cafés locais que estão aterrorizados e sem vontade de melhorar o seu negócio. Á pergunta "se servem refeições, mesmo ligeiras?" a resposta foi constante "não podemos, pois a ASAE anda aí e ainda nos fecha o negócio"!. Esta situação entristece-nos pois, a oportunidade de ajudar-mos as economias locaisj, á de si muito fracas, é impossibilitada. Além disso, a possiblilidade da Via Algarviana incentivar a criação de economias locais fica enfraquecida por questões absurdas e sem sentido no território em questão. É preciso mudar as regras e a actuação nesta região ou corremos o risco de perdermos o que de melhor temos na nossa cultura serrana e tradicional.

O passeio, muito agradável, teve ainda belos momentos de observação da natureza selvagem, nomeadamente uma cegonha-preta (Ciconia nigra), papa-figos (oriolus oriolus) ou os belos cantores rouxinois (Luscinia megarhynchos). Uma cobra de capuz (Macroprotodon cuculatus), lebres (lepus capensis) e muitas perdizes (Alectoris rufa) completaram este cenário.

A chegada a Balurcos foi por volta das 19h00. Aí esperava-nos a Sra. Maria Ribeiros que nos proporcionou o uso da antiga escola primária da aldeia e ainda um muito desejado duche de água quente. Á sra Maria Ribeiros os nossos especiais agradecimentos!

Depois do jantar e da caminhada de regresso à escola, preparamo-nos para o 2º dia, desta vez de Balurcos a Furnazinhas! O grupo está animado e cheio de entusiasmo! Já so faltam 276km!!